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24.4.07

COMEMORANDO A UNIÃO DE DOIS CORAÇÕES
Quando vi a imagem, pensei nessas coisas,
Essas simbologias.
E, os dois corações são, cada um, o lado que compete
a cada um de nós dois
nesta relação que nos une de forma assim tão bonita.

Você está representada pelo amarelo, porque indica brilho, luz.
também indica riqueza.
e lembra girassol, pela sua cor.
Porque há tanta riqueza de bons sentimentos mantidos em mim, por você.
E só os descobri por sua presença cada vez mais forte em parte do que hoje sou.

Luz porque é o que vejo em seus olhos.
é o que sinto em seu sorriso.
Uma luz que brilha e me comove por saber que tenho algo a ver com isso.

E girassol porque é a flor destaque de todos os jardins que conheço.
E, você ocupa, com destaque, um lugar no jardim das flores de meus sentimentos.

O verde representa a mim.
Sem o amarelo, o verde não existe.
A outra parte do verde, o azul, sou eu.
Mas, parte de meu coração é você.
Não se vê o amarelo no verde.
Mas sabe-se que lá lá ele está!



Koly,

Dois meses. Dois meses em que se consumou algo que meu coração aspirava, há muito mais tempo, embora eu tentasse impedir que ele quisesse. Dois meses sem conto de fadas, mas de muita poesia. Sem clichês, mas de frases espontâneas. Sem fantasias, mas de novas e reais experiências redentoras. Sem devaneios, mas de aventuras libertadoras. Sem exageros, mas de um sentimento crescente. Sem despautérios, mas de serenidade e tranquilidade. Sem interferências externas, mas de uma afinidade tamanha que se verifica do que temos por dentro. Sem medos, mas de muito cuidado.
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Quando fui descobrindo em você algo além do que eu estava acostumado- e já era interessante- já devia ter percebido que certa parte de meu coração ignorada, negligenciada, desvalorizada ainda vivia. E podia fuincionar bem se eu a reativisse. Os dias foram passando e não pude resistir aos apelos dele e, por conta disso, fui te cientificando. Tive cuidado de não lhe constranger, de não te pressionar. Tive angústia por não me sentir no direito. Mas não podia calar, seria desonesto. Então, você sempre soube. .
Conversas vieram. Sinais de reciprocidade foram notados. Sorrisos trocados. Afetos, carinhos... todos presentes. Mas a angústia ainda perdurava. Porque eu raciocinava evitar.
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Mas, há dois exatos meses o que era inevitável aconteceu. E, não só quando você me deu o beijo libertador, mas também por ter afirmado que não ficaria comigo somente se eu não quisesse, um mundo começava a se descortinar. Beijo libertador, porque o meu coração, há tanto negligenciado, há tanto impedido, transbordou de júbilo com tudo o que nele havia acumulado, gerado pelo senimento desenvolvido por você. E, sua afirmação era o ápice da reciprocidade, e de forma tão clara que foi dita, não havia espaço para dúvidas no entendimento.
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A angústia se transformou em receio de te expor ou te envolver numa situação em que havia, de um lado, eu atormentado por circunstâncias consequentes de meus próprios equívocos no campo da afetividade inclusive, e, de outro lado, você, que não trazia no íntimo a menor parte de inquietações como as minhas, e por, isso, com todos os motivos do mundo para não querer se envolver comigo.
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Mas, decidiu, se envolveu. E desde então, o que tenho recebido de você é abençoado. Pois que só pode ser abençoado algo que nos traz sensações na alma. Minhas inquietações persistem. Minhas adversidades ainda são as mesmas. Minhas implicações também. Jamais quis que fossem suas. E jamais as colocarei à sua frente. Ficar comigo será sempre, como sempre foi, decisão sua. Sempre.
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Registro aqui, para todos nossos dias futuros, o que já lhe disse oralmente.
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Pela forma serena como se estabeleceu nosso envolvimento. Pela ausência de interferências externas que nos impelissem a ficarmos juntos. Pelas adversidades suficientes para impedir a aproximação da maioria dos casos de relacionamentos que conheço. Pela descrição com que tudo aconteceu. Pela força inevitável como você foi crescendo dentro de mim. Pela ausência de cobrança discrimatória com que fui sempre tratado por você. Pela forma com que sinto querer você livre, nunca presa à mim. Pela vontade sincera de querer que esteja comigo porque essa vontade grita em seu coração. Pela disposição que encontro em mim de te ver. Pela saudade que se traduz em querer te abraçar, te ver sorrir, te ver olhar e não para ter seu corpo como a um objeto. Por querer sinceramente que sempre se sinta respeitada e querida.
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Enfim, porque dentro de mim, em relação a você, encontro disposições inéditas, e considerando o entendimento que hoje tenho sobre os sentimentos, sem ter vivido muitos deles; e considerando ainda que não tenho visões fantasiosas da vida (você me conhece), é que me sinto seguro para dizer que te amo!
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E se eu descobrir um dia que não é amor, não ficarei triste, pois constatarei que existe algo mais forte de se sentir que isso que sinto. No entanto, por hora, não estou interessado em saber se existe sentimento maior de se ter por uma mulher. Porque o que hoje sinto me basta não só por ser grande. Mas, por ser inédito em mim e me fazer tão bem.
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Lelinha, sei que, por a Koly ser uma vertente de mim, este post devia estar no meu blog exclusivo. Mas o espaço que me é destinado lá é pequeno. E estas palavras brotaram porque dia 25 é um dia especial para mim e para a Koly.
Se quiserem dar uma palavrinha à ela, inclusive: http://kolyasas.zip.net







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Por Ivan às 3:13 PM |