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8.3.07


Afinidade



A Lelinha, outro dia manifestou seu contentamento por estar de namorado novo e por estar se descobrindo apaixonada. Pelo que sei ela está bem com o namoro.

Eu, de minha parte, estimadíssimos leitores, tenho recebido questionamentos de vocês mesmos para que eu revele se esse namorado sou eu. He he he he! Não, não e não. A Lelinha e eu temos uma sintonia razoavelmente ímpar, mas não é só porque somos o Um Casal deste blog que o par romântico dela seja eu. Eu nunca disse isso.

Para quem acompanha o meu outro blog, e já viu algumas manifestações de carinho exacerbado à Koly, uma moça especial para mim, me questiona sobre isso também. Como posso namorar a Lelinha, "me declarando para a Koly". Para quem não conhece a Lelinha- ou seja, aqueles que só acompanham meu outro blog- sempre pensaram que a Koly e eu fossemos um par romântico. E lá, no outro blog, eu nunca disse isso. Até minha última menção ao nome da Koly naquele blog nada de romance havia entre nós, a menos que fosse platônico.

Mas, na realidade, estou enrolando tudo isso porque estou com vontade de escrever, mas não sei o que... Então, vou desferindo as palavras aqui, sem sentido. Uns poderão se perguntar porque eu não falo da Koly então, já que toquei no assunto. Na ralidade, queria muito falar dela, mas estamos num momento onde eu ainda não consigo organizar melhor as idéias e traduzí-las em palavras. Estou exercitando e, tão logo eu tenha as palavras certas, e as que ela merece, essas palavras aparecerão por aqui, ou lá, no outro blog.

No entanto, não tem como lembrar da Koly sem considerar o significado da palavra afinidade. Essa palavra bonita carece ainda de melhores explicações, eu acredito. E nem sei se poderia dar essas explicações. Mas posso acessar o que o coração anda me dizendo a respeito...
Sei que a palvra expressa um sentimento. Um sentimento sutil, velado, delicado mesmo. E parece penetrar em nossos corações das mesmas formas: sutilmente, veladamente, delicadamente. Quando percebemos, lá está estabelecida a afinidade.

Singular, e muito discreta que é, ela existe mesmo que estejamos à quilômetros. Sua linguagem é peculiar também, e eu nem saberia dizer que idioma ela tem. Mas sei que a maneira de falar, a maneira de olhar, a maneira de gostar da vida, as conversas que se tem com o afinizado denotam claramente quando e o quanto a afinidade está presente.

A afinidade é tão perene que não conhece ausência (a saudade não importa para ela), não conhece distâncias e nem adversidades cotidianas. Se a afinidade está presente, todo e qualquer reencontro parece continuar extamente do ponto onde ele parou da última vez... Os diálogos não acabam, o afeto se intensifica e a vontade de estar junto parece que nunca vai acabar, embora precise, muitas vezes, ser interrompida. Mas, sempre volta ao mesmo ponto onde foi interrompida. Sempre.

Quando afins, sentimos com aquele a quem nos afinizamos. Não sentimos contra ele, ou memo para ele. Sentimos com ele e não sabemos explicar. Nem sabemos dar nome, muitas vezes, ao que sentimos. Recebemos ele aqui dentro da gente, antes mesmo de entendê-lo. É como se ele colocasse um pedacinho dentro da gente.

A afinidade é assim, e, provavelmente muito mais. Me afinizo com a Koly. E ela tem sido tudo isso o que escrevi aqui neste texto. Sua generosidade e amabilidade me comovem e me vivificam. Com ela, retomo sempre no tempo em que paramos. O tempo e a separação, na realidade, desde que ela e eu nos afinizamos, nunca existiram. O que existe á interrupção. Mas, aquilo o que a afinidade gera fica, permanece, e jamais é esquecida no próximo encontro.

Até outro dia eu queria saber como fazer para tirar da cabeça o que não saía do coração. Hoje, sinto ser impossível responder essa pergunta. Porque a Koly se estabeleceu, e agora até mesmo ela considera o meu coração como uma nova morada. Se ela não quiser sair, mesmo que não pague os impostos, nem vou querer mover ação de despejo.


Hoje é o Dia Internacional da Mulher. A todas vocês, parabéns por assumirem tal condição. Os espíritos aprendem muito por estarem num corpo feminino. Mas este texto é uma homenagem à afinidade que tenho por uma mulher apenas.
Para quem quiser conhecê-la, visite o blog dela: http://kolyasas.zip.net

Por Ivan às 4:19 AM |