UM POST ENORME, UM VERDADEIRO RECORDE, E TALVEZ, DESINTERESSANTE
COMELESP- Confratrernização das Mocidades Espíritas do Leste do Estado de São Paulo.
É uma confraternização doutrinária que sempre ocorre no final da chamada semana santa, em cidades diferentes. Reúne jovens das regigiões paulistas do Vale do Ribeira, Baixada Santista, ABC, Grande São Paulo, e Vale do Paraíba. A cada ano um tema diferente é tratado, com métodos pedagógicos facilitadores do entendimento dos assuntos abordados, previamente estudados por uma equipe de monitores de estudos. É dessa equipe que habitualmente faço parte em todos os encontros espíritas em que me envolvo. A coisa é bem séria. Por curiosidade, listo aqui as três propostas de temas para a próxima Comelesp, dos quais um deles será escolhido no próximo dia 22, numa reunião em São Paulo.
Ah, as Prévias são em número de três. Elas servem para que as equipes envolvidas no tevento tomem decisões em comum. A primeira é para escolher o tema. No entanto, cada equipe de trabalho faz as suas reuniões (equipe de estudos, da cozinha, da divulgação, da limpeza, etc.)TEMÁRIO 1Tema Central: Jovem TransformArte!!! Objetivo do encontro: Despertar a sensibilidade do jovem na percepção da arte como força transformadora.
- Tema para 2ª reunião Prévia: Estudo da História da Arte - Objetivo:
Mostrar aos participantes a evolução da arte, bem como seus movimentos através da história.
- Roteiro:
O que é Arte? Definições de Arte. Origem da Arte. Primeiro artista: Deus. As 7 (ou 9) artes. Evolução histórica da Arte. Funções da Arte.
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Tema para 3ª reunião Prévia: Arte Espírita X Arte Social Humana
- Objetivo:
Situar o jovem através de um estudo comparativo entre os dois tópicos, as diferenças e semelhanças entre ambas.
- Roteiro:
Diferenças e semelhanças entre ambas. Quem é o artista? De quem é a obra? Funções da Arte Espírita. Inspiração ou mediunidade?
Tema para o 1º Módulo COMELESP: Criatividade - Objetivo:
Demonstrar o ser criativo que existe em cada um de nós.
- Roteiro:
Criatividade: suas definições principais, como desenvolvê-la, através de exercícios práticos, de forma a descobrir o que não nos parece óbvio TODOS SOMOS SERES CRIATIVOS. Como a doutrina espírita explica a criatividade? A criatividade é essencial para o desenvolvimento das atividades humanas, entre elas a arte, que é nossa capacidade de resolver problemas através de nossos conhecimentos e da nossa ligação com nossa própria mente, sendo muitas vezes desconhecida por nós mesmos. Sabemos que nossas experiências enquanto Espíritos em evolução nos trazem essa bagagem e que a carregamos conosco em nossa caminhada. Sabendo que a criatividade é elemento primordial na criação de um artista, fica óbvio percebermos que a arte é forma de expressão de nossas experiências passadas, contemporâneas, etc. Assim sendo, têm a arte como ferramenta de autoconhecimento. Dinâmicas para despertar no participante seu potencial criativo.
- Tema para o 2º Módulo COMELESP: Arte como Terapia (Desenvolvimento de Ser) - Objetivo:
Compreender a arte como ferramenta de transformação íntima.
- Roteiro:
O despertar que vem da arte (sentimental ou racional). A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Relação entre os elementos que compõem obras artísticas com elementos que compõem a obra divina da criação. Preconceito quanto às diversas formas de arte, seja ele do próprio artista, seja ele da sociedade. O artista Jesus (contador de histórias). Grandiosidade (tamanho) das obras x Grandiosidade (importância) das obras. O que faz um artista? Qualquer pessoa pode sê-lo? Ou há características específicas que o determinam? A arte como ferramenta de desenvolvimento coletivo x a arte como ferramenta de desenvolvimento pessoal. A diferença entre uma obra de Michelangelo num âmbito de impacto social e uma obra de uma pessoa qualquer que utilize as ferramentas artísticas em qualquer uma de suas formas para seu autodesenvolvimento, ou ainda a arte como elemento catalisador de mudanças sócio-econômicas.
- Tema para o 3º Módulo COMELESP: Aplicação das Manifestações Artísticas como Ferramenta de Transformação Íntima. - Objetivo:
Expressar os conhecimentos adquiridos no encontro através de manifestações artísticas.
- Roteiro:
O que tirar de bom de cada manifestação artística. Não há boas ou más manifestações artísticas, quando são realmente puras ou devem ser consideradas como tais. Toda arte serve para ajudar no desenvolvimento seja do artista, seja da sociedade como um todo. Tudo depende da interpretação subjetiva de cada um de nós. Na música, por exemplo, podemos tentar mostrar o que há de bom em Metallica, U2, Bach, Beethoven, Beatles, etc. Na poesia, o que podemos tirar de bom de Castro Alves, Álvares de Azevedo, Allan Poe, Manuel Bandeira, etc. Na escultura, podemos comparar Michelangelo e Aleijadinho (sendo um reencarnação do outro), nas esculturas de santos, nas representações humanas, etc. A arte como ferramenta de autoconhecimento.
TEMÁRIO 2Tema Central: “FELICIDADE”
“Quais as relações entre o processo civilizatório e a felicidade humana? Os benefícios da civilização são tangíveis e passíveis de mensuração. Um conjunto expressivo de indicadores biomédicos, sociais e econômicos atesta os ganhos objetivos em termos de longevidade, saúde, escolarização, acesso a bens de consumo e tantos outros feitos derivados do progresso científico e do aumento da produtividade. Mas quais têm sido os efeitos de todas essas brilhantes conquistas no tocante a felicidade, ou seja, tendo em vista a nossa satisfação em viver e o grau de realização que esperamos e alcançamos em nossas vidas? Até que ponto a civilização moderna tem promovido ou dificultado a busca da felicidade? Existem custos ocultos embutidos no processo civilizatório? E se inventassem a PÍLULA DA FELICIDADE INSTANTÂNEA, estaria resolvido o problema? Discutir sobre felicidade significa refletir sobre o que é importante na vida. As questões da filosofia estão sempre voltando ao ponto de partida. Elas nunca se rendem, elas jamais se esgotam; só o que acaba é o nosso fôlego e a nossa capacidade de enfrentá-las”. (Giannetti, Eduardo. Felicidade: Diálogos sobre o bem-estar na civilização. – São Paulo: Companhia das Letras, 2002)
Objetivo:
Discutir a felicidade sob a ótica espírita e refletir sobre questões do dia a dia, sobre nossa posição como ser espiritual eterno, e os impactos que essas questões têm no processo evolutivo. Mostrar que a doutrina espírita apresenta propostas claras e objetivas para que o espírito encontre seu caminho, amenize suas angústias e amplie seus horizontes. Espelhando-se nas palavras de Chico Xavier, quando este disse que tudo o que criamos para nós e não temos necessidade, se transforma em angústia e depressão, buscar uma análise mais profunda sobre a vida moderna e o papel do que o espiritismo desempenha nos problemas antigos e novos, reportando à necessidade íntima do ser, ou seja, o que realmente cada um precisa pra ser feliz.
Método:
Socrático, ou seja, a maiêutica. Multiplicaremos perguntas, dirigindo-as ao fim de obter, por indução de casos particulares e concretos, um conceito e uma definição geral do tema em questão. Utilizaremos também recursos audiovisuais, como músicas, filmes e textos.
Segunda PréviaTema: “O Vôo do Cisne”
“A definição de louco poderia ser a de uma pessoa que repete sempre a mesma fórmula esperando colher resultados diferentes. Nascemos todos cisnes. A grande maioria de nós é educada como patinho feio. Perdemos nossa “excepcionalidade” ainda no ninho, quando crianças. Vamos crescendo e nos esforçando para sermos “normais” e fazer tudo igual, como patinhos feios. Porém, ficamos angustiados e esperamos obter resultados mágicos. Resultados de cisne, enquanto imitamos patos.” (Tejon, José Luiz. O Vôo do Cisne: A Revolução dos Diferentes. – São Paulo. Editora Gente, 7ª Edição)
Objetivo:
Trabalhar as questões do desânimo, a baixa estima e da não aceitação e entendimento de limitações comuns aos espíritos em processo evolutivo. Visualizar como a vida material, organizada e desorganiza pode influenciar a vida das pessoas de maneira negativa, aumentando os índices de doenças, principalmente nos jovens, como a depressão e o suicídio, por exemplo.
Roteiro:
Discutir as questões do Mito e do Super Herói, e como o jovem se vê em cada um deles. Jesus, o Mito que Eu não Imito, e os ídolos de barro. Por quê e tão difícil ser, ou pelo menos tentar, ser melhor no mundo no qual estamos? Pra fechar, trabalhar a indiferença, como sendo o agente perturbador do espírito, que sendo indiferente ao próximo, dificilmente não o é consigo próprio, impedindo-o de voar mais alto, de deixar de agir como “Pato”, e ser o “Cisne”.
Terceira PréviaTema: “O Livro da Minha Vida”
“É possível perceber o mundo como livro, e perceber esse livro não somente como um criptograma a ser decifrado, o que supõe a inalterabilidade dos conteúdos, mas como texto a ser escrito, uma escrita que é na verdade uma reescrita, um reencontro que supõe a ação histórica do Homem”. (Walter Benjamin)
Objetivo:
Identificados na Segunda Prévia, alguns dos agentes causadores de perturbações físicas e psíquicas, buscar dentro da doutrina espírita os remédios e caminhos oferecidos para uma vida melhor, encarnados ou não. Convidar o jovem a sair da vida meramente contemplativa, estimulando-o a visitar seu passado e presente, projetando com coragem um futuro melhor, ou seja, reescrever a própria história.
Roteiro:
Tudo posso Naquele que me fortalece, mas como sair do estado de inércia, ou seja, reescrever aquilo que não gostamos? Como repintar um quadro que não nos parece muito claro? O que Jesus e o Espiritismo tem a me oferecer como Espírito Eterno e não como homem do dia a dia. Regeneração, o engendrar da Ação. O que eu faço, ou gostaria, de fazer para mudar aquilo que não gosto em mim e na minha vida?
Primeiro Módulo:Tema:“Decisão de Ser Feliz”
“Fazer da aparente fraqueza a grande força em vez de cultivar o medo do seu enfrentamento é a chama que vale a vida. E tudo, tudo é com você mesmo. Não tem jeito. A vida é como um bumerangue que você joga e SEMPRE volta para dentro de você”. (Tejon, José Luiz. O Vôo do Cisne: A Revolução dos Diferentes. – São Paulo. Editora Gente, 7ª Edição)
Objetivo:
Abordar sobre o poder de decisão que temos em nossas vidas, ou seja, utilizarmos o livre arbítrio. Fazemos realmente um uso dele? Discutir o papel do conhecimento intelecto moral como ferramenta promissora de libertação. Como selecionar o que é realmente importante para o EU em um mundo repleto de possibilidades e informações, ou seja, como se livrar do “entulho mental”. Diferenciar Felicidade, Alegria e seus antônimos.
Roteiro:
Trabalhar Decisão e Responsabilidade, coletivamente e individualmente, buscando mostrar como a pro atividade é importante para o espírito interessado no seu progresso moral e intelectual. O que realmente se quer da vida? Escolher e participar, ou deixar que escolham por mim? A fé como instrumento fortalecedor. Como coordenar movimentos e focar objetivos.
Segundo Módulo:Tema:“A União faz a Força”
“Talvez o fato de os homens serem tão imperfeitos não queira dizer e que não tenha havido, e ainda existam, alguns exemplos de sublime bondade. Talvez mais que teoricamente justo, esteticamente sensíveis e politicamente inteligentes, o que nós precisamos mesmo é ser ativamente bons”. (José Saramago)
Objetivo:
Abordar o trabalho e a convivência em grupo como um caminho para a felicidade, desde que essa seja pautada pela bondade, amor, compreensão e entendimento do estado de consciência de vida espiritual que o outro se encontra. A construção da nossa identidade espiritual e humana, diferenciando-as, e por fim, a anulação frente a grupos, família ou sociedade em geral.
Roteiro:
Conversar abertamente sobre as dificuldades de se viver sozinho, em família, com seu namorado ou namorada, no trabalho, na rua, ou seja, com as macros e micros sociedades. A importância do pensamento de bondade na boa condução dessas relações e como isso pode levar um bem estar, desenvolvendo uma vida saudável e mais feliz.
Terceiro Módulo:Tema: A Aurora em Cada Um”
“A descoberta das realidades ocultas se inicia pela superfície, pelo que esta aparente. Tudo já existe. Nossa missão é descobrir. E isso vale para as estrelas do Universo, para as menores partículas do átomo, para as necessidades da sua vida. Beije sua realidade. As ilusões terminam, os sonhos vencem e as realidades secretas, descobertas, recriam sua vida e a legítima felicidade”. (Tejon, José Luiz. O Beijo Na Realidade: Caia na real: abrace a sua verdade e conquiste o mundo. – São Paulo. Editora Gente).
Objetivo:
Falar sobre a importância do sonho e do projeto na vida do espírito. Retirando a idéia de que tudo é difícil, de que não acontece comigo, que a vida é sempre assim, ou seja, mostrar que cada um de nós pode ser uma Aurora no seu próprio dia, sem ofuscar ninguém com sua luz, ao contrário, iluminando tudo e a todos que o rodeia.
Roteiro:
Trabalhar mos com cases de sucessos, desde os grandes personagens da história, do passado e do presente, chegando até o indivíduo, mostrando que pra chegarmos até o momento atual muitas barreiras foram vencidas e ultrapassadas, ou seja, nada me é impossível. Brilhe a Vossa Luz.
TEMÁRIO 3150 anos, e o que fizemos? Objetivo central: Reavaliar o que de prático e útil fizemos da doutrina espírita. Verificar os pontos positivos e negativos de tal praticidade e utilidade, quanto a doutrina tem modificado nossas vidas, ou seja, identificar o quanto deixamos a doutrina interiorizar em nós, e o mais importante, o quanto realmente aplicamos dos ensinamentos do Cristo no movimento, em nosso dia-a-dia, enfim, em nossa reforma íntima.
Prévias2ª: No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva.
Objetivo: O Espírito tende para a regeneração da humanidade; isto é um fato adquirido. Ora, não podendo essa regeneração operar-se senão pelo progresso moral, daí resulta que seu objetivo essencial, providencial: é o melhoramento de cada um. (Allan Kardec – Revista Espírita, Agosto de 1865).
Refletindo que o espiritismo antes de falar dos Espíritos, retoma o exemplo do Cristo através da transformação moral, reforma íntima.
Roteiro: A importância da reforma íntima.
Eu faço reforma íntima?
Características da reforma íntima.
3ª: Hábitos e manias, o porque e pra que? Objetivo: Esclarecer para o jovem que não existe um modelo de espírita perfeito. Estejamos convictos de um ponto de matéria de melhoria espiritual só faremos e seremos aquilo que conseguimos, nem mais, nem menos. O importante é que sejamos o que somos, sem essa necessidade injustificável de ficar criando rótulos para nossos estilos ou forma de ser. (Ermance Dufaux)
Roteiro: “Espírita Perfeito”
Existe espírita perfeito?
Hábitos e manias.
Módulos 1º Em que ponto nos encontramos? (Auto-crítica) Objetivo: Apesar de já peregrinarmos a milênios no reino hominal, ainda não nos fizemos legítimos proprietários da Herança Paternal a nós confiada. Não será impróprio dizer que somos “meio humanizados”.
Roteiro:
Mudando o foco: desconfiando de nós.
O que foi e é feito da doutrina no mundo.
O que eu fiz e faço com a doutrina.
2º Perfeita doutrina, aplicação do maravilhoso. Objetivo: Mostrar que a doutrina espírita em sua essência é perfeita e plena.
Roteiro:
Por que maravilhosa?
Debate do texto (Revista Espírita 1985 – Pág 36)
Características da perfeição.
3º Doutrina sustentável: Conceito x Prática. Objetivo: Viabilizar para o jovem, através de suas próprias experiências e dos ensinamentos adquiridos, uma maneira de aplicar os ensinamentos de Jesus e da doutrina paulatinamente, em seu dia-a-dia.
Roteiro:
Estudo do natural.
O que é sustentabilidade?
Repetição: Dor X Amor.
Como criar métodos para manter a doutrina sustentável.
SE QUISEREM SABER DAS BIBLIOGRAFIAS, É SÓ ME DIZEREM.
Por Ivan às 3:31 PM |